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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Por que aprender um idioma pode ser a melhor estratégia para manter o cérebro jovem?

Caro(a) Leitor(a),

Nos últimos dias, li um estudo que me chamou a atenção. Não era sobre tecnologia, inteligência artificial ou tendências de mercado. Era sobre algo que faz parte da nossa rotina há décadas: aprender um novo idioma.

A pesquisa, publicada na Nature Aging, acompanhou mais de 86 mil pessoas entre 51 e 90 anos. O resultado surpreende pela força dos dados: quem fala mais de um idioma reduz pela metade a chance de apresentar sinais de envelhecimento biológico acelerado. Metade! Um impacto enorme, especialmente quando pensamos em qualidade de vida a longo prazo.

Enquanto lia o estudo, fiquei pensando na quantidade de debates que fazemos sobre produtividade, inovação e performance. Falamos muito sobre novas ferramentas, modelos e formas de aprender. Mas, às vezes, a solução para ampliar nossa capacidade cognitiva está em algo bem mais simples e acessível do que imaginamos: manter o cérebro em constante movimento, criando conexões e explorando outras estruturas de pensamento.

No cotidiano da liderança, decisões precisam ser rápidas (rápidas no sentido de velozes, mas não apressadas). Exigem clareza mental e flexibilidade. O cérebro precisa estar preparado para isso. A maturidade cobra eficiência em cada escolha. E, quando vejo um levantamento mostrando que o multilinguismo fortalece a mente até na velhice, reflito sobre como ainda subestimamos o impacto da educação linguística na vida adulta.

Costumo dizer que idiomas são treinos constantes para o cérebro. Diferentes combinações de palavras geram novas formas de pensar. E isso vale tanto para um aluno de 12 anos quanto para alguém de 60. É curioso perceber que, enquanto o mercado discute maneiras de retardar o envelhecimento cognitivo, milhares de pessoas já encontram esse caminho dentro de uma sala de aula.

O estudo mostra que falar dois ou três idiomas intensifica ainda mais essa proteção. Isso reforça algo que observamos há muito tempo: quem se expõe a novas estruturas desenvolve mais atenção, memória, raciocínio e autonomia. São competências que impactam a vida profissional, a pessoal e a capacidade de tomar decisões.

O ensino de idiomas tem um papel importante no país. Ele ajuda na carreira, melhora o desempenho acadêmico e amplia horizontes culturais. Agora, descobrimos que também contribui para a saúde mental. Isso muda a forma como enxergamos nosso trabalho e amplia a responsabilidade de continuar entregando uma experiência de aprendizagem que faça sentido para todas as idades.

Quando penso no estudo, vejo mais uma confirmação de que educação é investimento de longo prazo. Um idioma não transforma apenas a forma como nos comunicamos, transforma a forma como pensamos. E, se o conhecimento tem o poder de manter o cérebro jovem, a pergunta que fica é simples: por que não começar agora?

Em resumo, aprender um idioma é mais do que dominar palavras: é cultivar longevidade intelectual. Em um mundo que valoriza velocidade, talvez o futuro pertença justamente a quem investe em processos contínuos, profundos e humanos. Se uma nova língua fortalece o cérebro, expande horizontes e renova formas de pensar, então não é apenas uma habilidade, é uma estratégia de vida.

Escrito por

Décio Pecinproducaodiario@svm.com.br

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Fonte:  Diário do Nordeste  / Publicação 28/12/2025

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colaboradores/por-que-aprender-um-idioma-pode-ser-a-melhor-estrategia-para-manter-o-cerebro-jovem-1.3722204

Web Science AcademyHélio R.M.Cabral (Economista, Escritor e Divulgador de conteúdos de EconomiaAstronomiaAstrofísicaAstrobiologia Climatologia). Participou do curso Astrofísica Geral no nível Georges Lemaître (EAD), concluído em 2020, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em outubro de 2014, ingressou no projeto S'Cool Ground Observation, que integra o Projeto CERES (Clouds and Earth’s Radiant Energy System) administrado pela NASA. Posteriormente, em setembro de 2016, passou a participar do The Globe Program / NASA Globe Cloud, um programa mundial de ciência e educação com foco no monitoramento do clima terrestre.

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